LIFEGEST - Joaquim Jorge Costa - Página Principal

Timezone: UTC Ano: 2026  Mes: 10  Semana: 40 lifegest.pt JOAQUIM JORGE COSTA Autor


lifegest.pt ACERCA DO AUTOR

Joaquim Jorge Costa nasceu no Barreiro, Portugal, em 24 de Março de 1971. Desde jovem, trabalhou em vários lugares, alternando entre trabalhos na construção civil, automação industrial e foi também empresário. Nos últimos anos, a sua carreira profissional passa pela área das tecnologias de informação, consultadoria e TV, sendo que, ao mesmo tempo, produz as suas obras, do verso à ficção. A sua primeira aparição em livro ocorreu no Brasil, em Setembro de 2016, na vertente de Poesia. Em Portugal, a Janeiro de 2017, foi lançado o seu primeiro livro a solo, de ficção, da trilogia “Sentimentos Sem Rosto, Volume I, Estados Unidos” e, em Novembro de 2018, ocorreu o lançamento do segundo livro da trilogia “Sentimentos Sem Rosto, Volume II, Portugal”. Entretanto, tem sido co-autor em várias obras de poesia.

lifegest.pt A MINHA POESIA

0007 Lisboa, 23 de Junho de 2016 Poesia | Verso Poema (IN)VERSO DO VERSO


Eu sou o verso inverso
O oposto do meu reverso
Sem nada dizer converso
Algumas vezes perverso

Partilho o mesmo universo
Não quero ser controverso
A espaços sou adverso
Lamento o incontroverso

Em pensamento sou diverso
Incomoda-me estar submerso
Atrai-me o que é disperso
Com qualquer um converso

À mediocridade sou averso
Desconfio do ser inconverso
De tudo o que é ambiverso
De vontade aqui introverso

Os anteriores são anteverso
São ideias que transverso
Não ambiciono ser multiverso
Sou apenas mais um verso


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0006 Lisboa, 22 de Junho de 2016 Fuga | Vida Poema FOGE


Dessa conversa lenta,
que não interessa,
nada acrescenta,
foge, depressa.

Da sombra que atormenta,
que sabes, não queres,
impune, se sustenta,
foge, não esperes.

Da vida que queima e fere,
egoísta, se vai cimentar,
que de ti não prospere,
foge, não é fintar.

Do que não preenche e dói,
Pesa, somente abstrai,
nada em ti constrói,
foge, dai sai.

Desse sentimento vadio,
que trazes no alforge,
a ti o serves frio,
foge, apenas foge.


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0005 Barreiro, 18 de Junho de 2016 Amor | Vida Poema GÉNESIS


Nasceste, é a bênção da vida,
à tua alma te teimam enganar.
És existência, verdade sentida,
não te deixes em ti formatar!

Essa culpa... não tenhas medo,
pensa, toca-te, és orgânico.
Afinal, natural, não é segredo,
sente-te a ti, não és mecânico!

O amor, só esse, que tens de ti,
é a verdade, não é uma fraqueza.
Descobre o amor, está mesmo ai,
não negues, ou serás só tristeza!

Lúcido, vivo, deixa-te explodir,
a alegria que te sentes, é sabor.
Pura rima da vida, basta sentir,
acorda, abre os olhos, és amor!


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0004 Lisboa, 07 de Junho de 2016 Poesia | Escrita Poema SOU! UM POEMA...


Aqui andava eu, livre, vivendo, na vida
Muito foi dito e, tanto ainda por dizer
O desafio chama por mim, vou buscar
Ainda assim luto, aquela calma, merecida
Sem acomodo, abro a alma, quero fazer
Vai língua! As palavras, quero concretizar

A poesia, essa, a minha, é nova, em mim
Clamam por ela, viveu presa, intemporal
Não sou único, ouço... quem não a tem?
Por isso, liberto-te, voa, sai, em frenesim
Sem medo! São só palavras, não tem mal
Desembaraça-te, senão, não és ninguém

Aquele receio, quem não tem, não sente
Serás lido, ouvido, sobrevoando o céu
Às estrelas chegarás, se assim entenderes
As palavras são tuas, genuínas, da mente
A poesia, livre, já não se esconde, no véu
Esta será a hora, das palavras, de víveres

Agora sim, sentes, acordado, em ti, na vida
Já não és intemporal, és fogo, que se apaga
De sopro em sopro, te consomes, a modos
Dás por ti, devagar e, novamente, detida
A poesia é assim, sortida, como uma baga
Falece, com palavras, tranquilas, de todos


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0003 Lisboa, 03 de Junho de 2016 Amor | Paixão Poema METANAMORFOSE


Um dia, de dia, estive só, submerso em mim
Preenchi-me, submerso, sonhava em respirar.
Um dia, esse dia, submerso, chegou ao fim
Pensei, basta... suspirei, sem rumo sai, ao ar.

Nessa noite, de noite, estava só, sem mim
Ao lado, um sinal, em frente, vinho, no copo
Nervoso, atrevi-me... ao lado, não estava só,
Arrisquei, basta, sorri, em mim, era pouco
À tona fiquei, à deriva, cheio de mim, sem dó.

Perdido, continuei, mas, não estava sozinho
Amanheceu, sem dar conta, aconteceu, nada fiz,
Emergi, sonhei, sem dormir, e sai, de fininho
Acordei, de dia, submerso, em nós... feliz!


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0002 Lisboa, 19 de Maio de 2010 Ficção Poema E SE O TEJO VAZASSE?


Imaginem,
apenas imaginem!
Não interessa como,
apenas se,
de repente,
o rio Tejo ficasse
sem qualquer água!

Possivelmente,
muitos dos marinheiros
e capitães,
ou outros,
os que vivem do rio,
poderão imaginar como seria...

Eu não!
Não faço a menor ideia
como seria.
Mas a minha imaginação faz,
apenas não sei se
andarei perto da realidade.

Penso no relevo,
sim,
como ficaria a vista
do Barreiro para Lisboa,
De Lisboa para Almada,
De Alcochete para o Montijo,
De um lado para o outro,
não de, margem para margem.

Penso,
nas pontes,
sim,
imaginar como seria a vista
da 25 de Abril,
da Vasco da Gama,
imaginar todas as outras,
a montante,
as suas partes,
ocultas.

Penso,
tento imaginar,
um verdadeiro tesouro no seu fundo,
um passado perdido, esquecido,
ocultado,
uma incógnita.

Penso,
imagino,
automóveis,
barcos,
esqueletos,
armas,
talheres,
ferramentas,
lixo,
lixo e muito mais lixo,
imagino eu.

Penso,
posso imaginar,
quanta história,
quantos crimes,
quantos sonhos,
quantas vidas,
quanto estará oculto,
submerso.

Penso,
vou continuar
a imaginar,
continuar a imaginar que,
imagino,
sem sequer imaginar como seria,
se vazasse.

Penso,
imagino,
simplesmente,
se vazasse...


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0001 Lisboa, 28 de Março de 2006 Tabaco | Vício Poema ANIMIGO!


Gosto tanto de ti...
Sim! Sei que sou masoquista, sei que me matas...
que me consomes de varias maneiras. Sei!
Mas não te consigo deixar, ou melhor, já tentei...
mas ainda não consegui! Porque gosto tanto de ti?
Será porque és o meu amigo mais fiel? Aquele que,
apesar de ter de te pagar está sempre presente...
presente para me confortar e dar prazer?
Já varias vezes tentei deixar-te...
todo o mundo diz para te deixar...
até existem leis que me proíbem de estar contigo!
És a minha companhia quando estou sozinho...
quando sinto solidão... quando estou nervoso.
És o amigo de muita gente que conheço e, no entanto,
o maior inimigo da minha vida!
És o único amigo que permito, sim, que permito
que partilhe a casa de banho quando estou a cagar...
não te digo para saíres e fechar a porta! Sim!
Sei que também não cheiras nada bem mas,
ainda assim gosto de ti...
Gosto da tua companhia a seguir às quecas...
para me dizeres: Foste o maior... ou então: Fraquinho...
Mas sabes? Estás sempre lá...
a consumir-me e a dar-me prazer...
desde que pague a alguém, ou a alguma máquina,
só para te ter perto de mim... perto da minha boca!
Entras em mim a queimar-me, minutos? anos de vida?
E ainda assim continuo a amar-te...
A nossa relação será do tipo "até que a morte nos separe"
ou, sabes que me vais matar?
Tem alturas em que te odeio, principalmente,
quando vejo aquilo que me custas...
quando me fazes tossir... mas, ainda assim,
não consigo deixar de gostar de ti!
Não sei se algum dia vou conseguir que,
te afastes da minha vida... mas,
começo seriamente a pensar nisso... até lá,
continua assim, a dar-me prazer e a matar-me!
Amo-te... odeio-te!


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